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18 de mai. de 2013

+Filmes strikes back!

Olha a gente aqui again! Ru ru, finalmente. Depois de muito aproveitar as férias planejar, estamos de volta e com os souvenires prometidos, crianças! Deixemos as fotos de frente às estátuas, as histórias dos restaurantes beira-de-estrada e a desdobra das roupas da mala pra depois e confiram as novidades que trouxemos:
Pra muita gente não basta comprar pela rua ou baixar pelos torrents da vida (e não se sinta inibido em confessar que faz isso). Bom é ter a mídia física empoleirada nas prateleiras do quarto, da sala ou da mesa do computador. Como é quase um negócio do submundo negociar mídias por aí, a gente do +Filmes agora abre o Bazar do Filme! Ele já está em funcionamento e cheio de gente querendo comprar e vender. Participe você também. (Necessária conta no Facebook)
Ponto Crítico
Depois de assistir aquele filmão/meco, sempre rola um burburinho entre aqueles que são apaixonados por cinema. É impossível não falar do cabelo daquela vilã, do corte estapafúrdio entre as cenas de amasso, da fotografia arrepiante na hora do assassinato, das frases profundas do camarada italiano ou de qualquer ponto do filme que se apreciou. Por isso a gente vai dar espaço pra quem gosta de falar/escrever sobre os filmes. Se você é metido a crítico, esse ponto é pra você. Envie suas críticas, comentários ou qualquer comentário relacionado a tal filme para o email conhecomaisfilmesquepessoas@hotmail.com que a gente publica com seu nome aqui no blog!
Promoções
De tempos em tempos o +Filmes vai lançar alguns jogos e sorteios para quem é frequenta mesmo o blog e, principalmente, conhece mais filmes que pessoas, e pra quem vencer, nada mais justo que um brinde supimpa. Imagina aí você ganhar uma camiseta do seu filme favorito? Ou, então, um paper toy daquele diretor que você não perde um filme? Fique ligad@ aqui no blog e lá na nossa página no feicy pra não passar batido.




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De resto, estaremos aqui como sempre, ou até melhor do que sempre, por que não? Afinal, fazemos isso porque amamos e porque ninguém quer só comida, quer comida, diversão e arte. Qualquer sugestão, dúvida ou crítica é só entrar em contato conosco. Agora, excuse us, tem filme começando na nossa TV.

Au revoir, so good to see ya again.

23 de abr. de 2013

Sumus in vacation.

Como já deve ter dado para perceber, não postamos nada desde quando nos empanturramos e embebedamos na festa de cinco meses de blog, no dia 4 de abril. Isso porque, seis meses virão logo mais em maio e estamos preparando algumas novidades para que a integração do público com o +Filmes seja ainda maior. Em suma, saímos de férias frustradas para voltar com tudo mês que vem, mesmo porque a gente ainda conhece muito mais filme do que já tem aqui. A dica fica. Por enquanto, aproveite o conteúdo já disponível e/ou aproveite para nos dar mais trabalho - we s2 it - fazendo pedidos e sugestões. Neste momento, nós dois vamos aproveitar mais um pouco das férias do blog, tomando um refresco gelado, se aconchegando na espreguiçadeira e assistindo um filminho pra variar.

Abraceijos mil.


11 de mar. de 2013

Os 15 filmes mais caros da história do cinema

Site publica uma lista com as megaproduções mais extraordinárias do mundo.
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
A estreia da esperada superprodução O Hobbit: Uma Jornada Inesperada veio gerando muitos comentários com relação ao orçamento de quase US$ 250 milhões (cerca de R$ 500 milhões) que, comparado ao custo dos três filmes da série “O Senhor dos Anéis” juntos - US$ 281 milhões -, representou um significativo salto.

Contudo, se você pensa que o novo longa de Peter Jackson foi um dos filmes mais caros já produzidos, o pessoal do site Business Insider publicou uma lista com as maiores megaproduções da história do cinema - com os respectivos valores corrigidos! -, e alguns dos títulos certamente vão surpreender você. Confira os 15 maiores orçamentos:
15 - X-Men 3: O Confronto Final
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2006: US$ 241 milhões.

14 - As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2008: US$ 241,7 milhões.

13 - Homem-Aranha 2
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2004: US$ 244,9 milhões.

12 - King Kong
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
 Lançado em 2005: US$ 245,2 milhões.

11 - [EMPATE] John Carter: Entre Dois Mundos
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2012: US$ 250 milhões.

11 - [EMPATE] Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2012: US$ 250 milhões.

11 - [EMPATE] O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2012: US$ 250 milhões.

10 - O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2003: US$ 251,4 milhões.

9 - Avatar
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2009: US$ 255,5 milhões.

8 - Piratas do Caribe: O Baú da Morte 
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2006: US$ 258,8 milhões.
7 - Waterworld: O Segredo das Águas
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 1995: US$ 265,6 milhões.

6 - Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2009: US$ 269,6 milhões.

5 - Enrolados
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2010: US$ 275,8 milhões.

4 - Homem-Aranha 3
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2007: US$ 287,8 milhões.

3 - Titanic
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 1997: US$ 288,2 milhões.

2 - Cleópatra
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 1963: US$ 325 milhões.

1 - Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
Fonte da imagem: Reprodução/Business Insider
Lançado em 2007: US$ 334,5 milhões.


Fonte Business Insider
Leitor [Megacurioso] colaborador: Whelington Gabriel heringer Thales isidoro


[ Maria Luciana Rincon Y Tamanini - Os 15 filmes mais caros da história do cinema - Adaptado; Megacurioso; Atualizado em 06/12/2012, acessado em 09/03/2013]

26 de fev. de 2013

Lista dos ganhadores do Oscar 2013

O Oscar foi entregue na noite do domingo pra segunda-feira, foi uma festança e me deixou de ressaca o dia de ontem todinho. Todos os sites, portais e veículos de notícias deram a lista dos ganhadores minutos segundos depois. Apesar da demora, também vamos publicar aqui os nomes dos laureados por esse que é o mais emblemático prêmio do cinema. Confira o que você, que apostou assim como a gente, conseguiu acertar. Ah, sim! E espere a surpresinha que o +Filmes está preparando pra já já.

PS.: Vai ser uma boa surpresa, não como a Lawrence tropeçando e sendo premiada.

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Melhor Filme: Argo

Cena de Argo.
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis – Lincoln


Daniel Day-Lewis.















Melhor Atriz: Jennifer Lawrence – O lado bom da vida

Jennifer Lawrence e Bradley Cooper.














Melhor Direção: Ang Lee – As aventuras de Pi

Ang Lee leva sua segunda estatueta.













Melhor Roteiro Original: Quentin Tarantino – Django livre

Mestre Tarantino premiado mais uma vez por seu roteiro.














Melhor Roteiro Adaptado: Argo

Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway – Os miseráveis
Anne Hathaway.

Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz – Django livre

Melhor Filme Estrangeiro: Amor – Áustria

Melhor Documentário: Searching for Sugar Man

Melhor Animação (longa-metragem): Valente

Melhor Design de Produção: Lincoln

Melhor Montagem: Argo

Melhor Edição de Som: Empate entre A hora mais escura e 007 – Operação Skyfall

Melhor Mixagem de Som: Os miseráveis

Melhor Maquiagem: Os miseráveis

Melhor Figurino: Jacqueline Durran – Anna Karenina

Melhores Efeitos Visuais: As aventuras de Pi

Melhor Direção de Fotografia: Claudio Miranda – As aventuras de Pi

Melhor Canção Original: "Skyfall" – 007 – Operação Skyfall

Adele é premiada pela canção "Skyfall"..

Melhor Trilha Sonora: As aventuras de Pi

Melhor Documentário (curta-metragem): Inocente

Melhor Curta-metragem: Curfew

Melhor Animação (curta-metragem): Paperman


Fonte: Redação Super - super.abril.com.br

24 de fev. de 2013

Lista completa das principais indicações ao Oscar 2013 - Apostas na mesa!

Hoje é dia de cerimônia, a mais mainstream, clichê e tradicional do cinema. The Oscar. Sem muito papo, hoje também é o dia de debater, especular e torcer. É a final da copa do mundo para quem se liga em cinema! O +Filmes foi sendo negligente com o acontecimento, até agora, que vem cá aqui mostrar a lista das principais indicações pra quem ainda não está por dentro. Faça sua fezinha.


MELHOR FILME
Argo
A Hora Mais Escura
Lincoln
Django Livre
As Aventuras de Pi
Os Miseráveis
Indomável Sonhadora
Amor
O Lado Bom da Vida
DIRETOR
Ang Lee (As Aventuras de Pi)
Steven Spielberg (Lincoln)
Benh Zeitlin (Indomável Sonhadora)
David O. Russell (O Lado Bom da Vida)
Michael Haneke (Amor)
ATOR
Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Denzel Washington (O Voo)
Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Joaquin Phoenix (O Mestre)
ATRIZ
Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Naomi Watts (O Impossível)
Emmanuelle Riva (Amor)
Quvenzhané Wallis (Indomável Sonhadora)
ATOR COADJUVANTE
Christoph Waltz (Django Livre)
Alan Arkin (Argo)
Robert De Niro (O Lado Bom da Vida)
Philip Seymour Hoffman (O Mestre)
Tommy Lee Jones (Lincoln)
ATRIZ COADJUVANTE
Sally Field (Lincoln)
Helen Hunt (As Sessões)
Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Jacki Weaver (O Lado Bom da Vida)
Amy Adams (O Mestre)
ROTEIRO ORIGINAL
John Gatins (O Voo)
Wes Anderson e Roman Coppola (Moonrise Kingdom)
Quentin Tarantino (Django Livre)
Mark Boal (A Hora Mais Escura)
Michael Haneke (Amor)
ROTEIRO ADAPTADO
Chris Terrio (Argo)
David Magee (As Aventuras de Pi)
Tony Kushner (Lincoln)
Benh Zeitlin e Lucy Alibar (Indomável Sonhadora)
David O. Russell (O Lado Bom da Vida)
ANIMAÇÃO
Valente
Detona Ralph
ParaNorman
Frankenweenie
Piratas Pirados!
FILME ESTRANGEIRO
Amor (Áustria)
O Amante da Rainha (Dinamarca)
No (Chile)
Rebelle (Canadá)
Expedição Kon Tiki (Noruega)
DOCUMENTÁRIO
How to Survive a Plague
The Gatekeepers
Cinco Câmeras Quebradas
A Guerra Invisível
Procurando Sugar Man
TRILHA SONORA
ORIGINAL
007 - Operação Skyfall
Anna Karenina
Lincoln
As Aventuras de Pi
Argo
CANÇÃO ORIGINAL
"Before my time" (Chasing Ice)
"Skyfall" (007 - Operação Skyfall)
"Suddenly" (Os Miseráveis)
"Pi's Lullaby" (As Aventuras de Pi)
"Everybody Needs A Best Friend" (Ted)


Fonte: AdoroCinema - Assessoria

Três filmes lideram apostas para o Oscar, mas "Argo" chega na dianteira

Argo, de Ben Affleck, chega à cerimônia de entrega do Oscar 2013, que acontece hoje, no Dolby Theatre, em Los Angeles, como o maior favorito da noite. Se o longa confirmar a condição, será a maior virada em Hollywood desde que Crash, de Paul Haggis, passou a perna em O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee, em 2006. Quando foi apresentado para a imprensa no Festival de Toronto, em setembro do ano passado, Argo foi recebido com boas críticas e um burburinho de Oscar. Mas ninguém ousava afirmar que ali estaria o grande candidato à estatueta da 85ª edição do prêmio. Pela frente ele ainda teria Lincoln, biografia do presidente icônico dos Estados Unidos, dirigida por Steven Spielberg e protagonizada por Daniel Day-Lewis.

Argo, de Ben Affleck; Lincoln, de Steven Spielberg; e A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow; são favoritos ao Oscar.
Em seguida, estrearia A Hora Mais Escura, uma produção que mistura jornalismo e cinema sobre os dez anos de investigação que levaram à morte do terrorista Osama Bin Laden. Como competir com temas tão importantes para os EUA, feitos por Spielberg e pela dupla vencedora do Oscar 2009 com Guerra ao Terror, a diretora Kathryn Bigelow e o roteirista Mark Boal? Em dezembro, Lincoln e A Hora Mais Escura escalavam o topo de quase todas as listas de associações americanas de críticos. Na época, Argo já havia saído de cartaz, com dignos US$ 127 milhões (R$ 250 milhões) em caixa.

O último prego no caixão do thriller sobre o resgate inusitado de americanos no Irã em 1979/80 deveria ter sido o anúncio dos indicados ao Oscar, em 10 de janeiro. A ausência de Ben Affleck entre os diretores, mesmo com o seu longa entre os candidatos a melhor filme, fez supor que a Academia apostaria na disputa entre Spielberg e Bigelow. Afinal, apenas três produções na história ganharam a estatueta sem ter seus diretores na briga: Asas (1927), Grande Hotel (1932) e Conduzindo Miss Daisy (1989).

A reação foi a oposta. Depois da esnobada, Affleck ganhou todos os prêmios dos sindicatos - de atores, diretores, produtores e roteiristas, a maioria formada por membros da Academia. Há cinco anos o melhor filme do Oscar também leva os prêmios dos sindicatos. "A suposta esnobada colocou fogo na gasolina e mudou o que deveria ser uma daquelas premiações em que um filme ganha tudo", escreveu Sasha Stone, especialista do site Awards Daily, "foi uma bênção disfarçada."

De certa maneira, essa "bênção" veio a calhar para a premiação. Desde 1998, quando Titanic foi a grande estrela da cerimônia, que o Oscar não ultrapassa a marca de 50 milhões de espectadores. Em 2011, a combinação capenga dos apresentadores James Franco e Anne Hathaway com filmes sem tanto brilho (O Discurso do Rei) gerou a pior audiência desde 2003. Ano passado, houve uma melhora de 4% em relação a 2011. E foi o segundo evento mais comentado das redes sociais. Mesmo assim, a edição de 2013 vem com algumas mudanças.

A primeira é a estreia de Seth McFarlane como apresentador. Ele é o criador do desenho Uma Família da Pesada e de Ted, a comédia de maior sucesso de 2012. A presença do controverso comediante serve para atrair os jovens e manter a força da cerimônia na web. Além disso, a premiação assume a marca The Oscars - e não mais o pomposo "85º Prêmio da Academia". "É a decisão correta para essa edição", disse Teni Melidonian, porta-voz do prêmio. "Mas podemos voltar ao nome antigo no ano que vem".

(Rodrigo Salem - Três filmes lideram apostas para o Oscar, mas "Argo" chega na dianteira - adaptado;  Folha de São Paulo - Ilustrada; Atualizado e acessado em 24/02/2013)

22 de fev. de 2013

A “estranheza” do cinema estranho

Toda arte é livre de amarras e gaiolas que prendem-nas e as transformam em uma regra ou algo unidimensional. O Cinema é da mesma forma. O que nos acostumamos a ver sempre são filmes que se encaixam em padrões de sucesso preestabelecidos por grandes estúdios e seus grandes produtores. Em contra partida, há os filmes chamados independentes, que fogem a tudo que foi citado acima por terem um pensamento mais livre e desprendido de amarras de estúdios e produtores.

 Porém, transitando entre blockbusters e filmes independentes, existe um subgênero de filmes que são interessantes. Na verdade, “subgênero” é apenas uma forma de tentar defini-los, pois eles são apenas “estranhos”. Filmes autorais ou que as pessoas tem dificuldade em entender e que causam estranheza por causa de sua história ou seu visual. Não é necessariamente algo ruim, mas também não é sempre bom

Um dos mestres mais celebrados do “estranho” na atualidade é o diretor Tim Burton, que consegue reunir em seus filmes histórias e visual estranho, porém muitas vezes belo. Talvez seja o mais famoso, que consegue colocar suas idéias estranhas nos filmes mas mesmo assim, eles são sucesso de bilheteria. Quem não fica paralisado quando Os Fantasmas se Divertem (1988), Edward Mãos de Tesoura (1990), Ed Wood (1994), Marte Ataca! (1996), Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003), Sombras da Noite (2012), entre outros, está passando? Ou espera ansiosamente pelo novo filme dele?

Cena de Os Fantasmas se Divertem.
Queria também lembrar de um grande diretor, de filmes inteligentes mas igualmente estranhos. Stanley Kubrick acertava em cheio nas suas escolhas, entregando para nós obras primas, e estranhas, como 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968), Laranja Mecânica (1971), O Iluminado (1980), De Olhos Bem Fechados (1999) e um dos mais estranhos, Dr. Fantástico (1964). Todos esses filmes redefiniram gêneros e transformaram simples idéias em espetáculos... estranhos!


Petter Sellers em cena de Dr. Fantástico.
Como disse anteriormente, o Cinema não seria o mesmo sem a ousadia (e muitas vezes audácia) desses filmes “estranhos”. Quem quiser, e conseguir, dê uma olhada neles e veja por si mesmo o quanto o que temos hoje, em termos de Cinema, foi amplamente inspirado nesses filmes. Abaixo vão alguns outros exemplos.
  • Haxan – A Feitiçaria Através do Tempo (1923), de Benjamin Christensen
  • Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), de Russ Meyer
  • Pink Flamingos (1972), de John Waters
  • Eraserhead (1977) e O Homem Elefante (1980), de David Lynch
  • Videodrome – A Síndrome do Vídeo (1983), de David Cronenberg
  • Brazil – O Filme (1985), Terry Gilliam
  • Pi (1998), de Darren Aronofsky
  • Quero Ser John Malkovich (1999), de Spike Jonze
  • Cidade dos Sonhos (2001), de David Lynch
  • Donnie Darko (2001), de Richard Kelly
  • Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004), de Michel Gondry
  • Anticristo (2009), de Lars Von Trier
(Reinaldo Junior - A “estranheza” do cinema estranho; Pensando Cinema, Blog Cine Eterno; Atualizado e acessado em 19/02/2013)

14 de jan. de 2013

Festival de Trilogias +Filmes

Pois é. O cinema tá em crise. Na verdade, todos os segmentos da indústria artística estão em crise, não é de hoje e não é esse o assunto no momento. A crise do cinema, que já foi abordada numa matéria da Superinteressante postada aqui no blog há um tempo, O fim da criatividade em Hollywood, é uma das causas do que pode ser chamado de prostituição cinematográfica, ou seja, a exploração incansável de um filme ou personagem no cinema. Exemplos são inúmeros e, pessoalmente, isso acaba com a graça das produções. Shrek já era, Aliens vs Predador não era nem pra ter existido, Pânico 4 foi um fiasco, um espetacular Homem Aranha agora não fez sentido nenhum, etc e tal.

Motivo para esse escárnio não é aversão fóbica e tão somente. É que geralmente filmes que continuam são os que fizeram sucesso inicialmente e, assim, adquiriram seu mérito individual. Quando continuações vêm, principalmente se não faziam parte da ideia original, a essência do filme vai se esvaindo, quando não se comete o equívoco de fazerem um Hannibal - A Origem do Mal toscão com silêncios de inocentes e dragões vermelhos vindo antes. É como uma rasteira na pobre da história, passível de um espectador atento se sentir constrangedoramente lesado ou ofendido. Oh Anderson, cuidado com o hobbit, pelo amor de Deus!

Entretanto, vez por outra surge uma série de filmes magníficos, geralmente, como já dito, continuações presentes da ideia original. Claro que existem também vários exemplos, um recente é a trilogia do Cavaleiro das Trevas, do Nolan, que foi até adjetivada como a melhor série de super-herois dos últimos tempos. Aproveitando esses exemplos e o sucesso que foi o Festival de Natal, a gente do +Filmes selecionou algumas trilogias supimpas - que a gente gosta - e, já a partir de ontem, 13 de janeiro, começou a compartilhar, com a clássica trilogia De Volta Para o Futuro. Hoje já teve O Exterminador do Futuro (a trilogia clássica), e assim vai ser até sábado que vem,  19, com algumas surpresinhas lindas pra quem acompanhar.

Por causa de uns problemas de acesso, não conseguímos postar tanto o filme de ontem cedo, quanto essa apresentação, mas tudo resolvido, o festival vai seguir com fé e, com certeza, vai ser a primeira de várias edições. Até a possibilidade de lucro acabar.

Beijo na tia.

27 de dez. de 2012

Filme sem mistério

Entenda com um longa-metragem é construído e arrase nos comentários, no fim da sessão.

Produção – é toda a organização para fazer um filme acontecer. O produtor analisa a viabilidade do projeto, levanta a grana, define o cronograma de filmagem, escolhe o diretor... é ele quem recebe o Oscar de Melhor Filme, se tudo der muito certo. Elogie se: o filme parecer um produto bem acabado, com nada faltando ou sobrando. Fizeram história: Cidadão Kane, ...E O Vento Levou, O Poderoso Chefão e Titanic entre outros.




Direção – o diretor é quem explica aos atores como devem atuar e define ângulos e movimentos de câmera. Os mais poderosos escolhem seus elencos e roteiros. Elogie se: for levado pelas emoções que o filme quer passar. Fizeram história: Orson Welles, Alfred Hitchcock, Steven Spielberg, Pedro Almodóvar e Quentin Tarantino, entre muitos outros nomes.


Roteiro – é o texto que descreve os diálogos, os cenários, a ação - tudo explicadinho para orientar as filmagens. O roteiro original é uma história totalmente nova. O adaptado é baseado em um livro ou outra referência. Elogie se: o filme fizer sentido mesmo que a história seja absurda. Fez história: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (que se passa na mente do personagem, é cheio de reviravoltas e reflexões filosóficas, e funciona mesmo assim).

Fotografia – é a atmosfera visual do filme. O diretor de fotografia torna realidade as imagens pensadas pelo diretor. Ele coordena a iluminação e a operação das câmeras. Elogie se: a imagem combina com o estilo do filme - as sombras num terror aumentam o suspense, por exemplo. Fez história: O Resgate do Soldado Ryan (Janus Kaminski se inspirou em filmagens de guerra para criar cenas realistas e com poucas cores).

Maquiagem – é tudo que envolve uma simulação de transformação física do ator: máscara de látex, próteses (como o narigão da Nicole Kidman em As Horas), peruca, dentadura, lentes de contato coloridas... Elogie se: a maquiagem não parecer maquiagem! Uma cicatriz sutil, quase imperceptível, mas realista poder um elemento muito importante para o filme. Fez história: O Planeta dos Macacos (transformou grandes atores em convincentes homens-símios.

Figurino – deve dar dicas de quem são os personagens e de suas personalidades. Precisam combinar com o período em que a história se passa - a não ser que a proposta seja quebrar essa regra, como o tênis usado em Maria Antonieta. Elogie se: o figurino não parece uma “fantasia” vestida pelo ator, mas a roupa correta do personagem. Fez história: O Senhor dos Anéis (todo mundo acredita que hobbits e elfos se vestiriam daquele jeito, se eles existissem).


Efeitos especiais – é quando o que não pode ser filmado naturalmente tem de ser inserido na cena. Podem ser feitos no computador ou com o uso de objetos, criaturas mecânicas e miniaturas. Elogie se: você nem chega a duvidar do que vê. Fez história: Star Wars (criou novas técnicas para filmar batalhas espaciais que parecem reais).

Cenário – define os locais onde a ação é acontece. Podem ser construídos em um estúdio, aproveitar um lugar que já existe ou ser feitos no computador. Elogie se: ele serve de palco eficiente para a história, de acordo com a proposta do filme. Fez história: Dogville (o cenário foi desenhado no chão, sem paredes, o que funciona num filme que quer revelar as aparências de uma vizinhança).

Edição – é a “costura” das cenas que o diretor filmou. O editor pode optar entre a montagem “invisível” (você nem percebe quando muda de cena) e a “visível” - com cortes bruscos, em que a mudança no ritmo é perceptível. Elogie se: as cenas fluem na levada certa. Fez história: Tubarão (a edição pegou só o “ponto de vista” do animal - já que as imagens do tubarão mecânico não ficaram boas - e isso aumentou o suspense).

Som na caixa – a parte do áudio até os críticos confundem. “Efeito sonoro” é um som criado artificialmente - a voz de um robô ou o uivo de um lobisomem, por exemplo. “Trilha sonora” é a música que toca na cena. Em geral, é feita pelo compositor depois do fim das filmagens. E “mixagem” é a montagem final do áudio: todos os sons reunidos nos volumes ideais.


(Renné França - Filmes sem mistério; Sessão Tá Explicado, Gloss; nº 60 - setembro, 2012; páginas 154 e 155)

22 de dez. de 2012

13 filmes para 2013

Se você sobreviver sobreviveu ao apocalipse maia iminente, preste atenção nestes títulos e prepare a pipoca para o ano que vem.
  • Django Livre – Tarantino adora misturar alguns elementos do faroeste em seus filmes - mas dessa vez ele caprichou: fez um filme 100% do gênero. Christoph Waltz é Dr. King, que decide comprar a liberdade do escravo Django (Jamie Foxx) para transformá-lo em seu caçador de recompensas. E Django o convence a ajudá-lo a libertar a sua esposa, comprada pelo fazendeiro mais rico e cruel do Mississipi, Calvin (Leonardo DiCaprio). Prepare-se  para ver sangue voar. Estreia: 18 de janeiro. 
  • O Mestre – Depois de lutar na Segunda Guerra Mundial, o marinheiro Freddie (Joaquin Phoenix), que sofre de estresse pós-traumático, encontra o líder de uma seita, Lancaster (Philip Seymour Hoffman), que prega a necessidade de se livrar de quaisquer emoções para atingir o bem-estar. Depois de Sangue Negro, a expectativa para esse novo filme de Paul Thomas Anderson está nas alturas. Estreia: 25 de janeiro.
  • Anna Karenina – A adaptação do romance de Tolstoi não vai ser o típico água-com-açúcar de época. O diretor Joe Wright decidiu filmar a história da adúltera dentro de um teatro gigante, com os diversos cenários dos filmes próximos uns aos outros e a câmera passeando entre eles. Dos salões de baile a fazendas, tudo sem cortes. Estreia: 1 de fevereiro.
  • Movie 43 – Essa comédia reúne ao menos 20 celebridades de peso. (Kate Winslet, Gerard Butler, Hugh Jackman, Halle Barry etc etc etc), divididas em diversas esquetes, sob o comando de 12 diretores diferentes. Atenção para o slogan do filme circulando: ser a “comédia mais grotesca já feita”. Vamos acompanhar. Estreia: 18 de fevereiro.
  • Colegas – O filme nacional de maior sucesso nos festivais finalmente vai para o cinema, com uma premissa totalmente “ounn”: três jovens com síndrome de Down decidem fugir da instituição de onde vivem num carro velho, influenciados pelo filme Thelma e Louise. Prepare seus lenços. Estreia: 1 de março.
  • Oblivion – Eis uma ficção científica original, sem ser remake ou sequência. Tom Cruise vive um soldado enviado para um planeta distante, com a missão de destruir o que resta da raça alienígena que habita o local. Mas, quando chega lá, começa a questionar as ordens que recebeu. Estreia: 12 de abril.
  • Segredos de Sangue – Chan-wook Park, diretor oriental queridinho dos cults, resolveu fazer seu primeiro filme em língua inglesa e, pelo trailer, promete ser um suspense de primeira. Depois que o pai de India (Mia Wasikowska) morre, seu tio Charlie passa a morar com ela e sua mãe instável, Evie (Nicole Kidman). Todo mundo tem segundas e terceiras intenções nesse novo lar. Estreia: 3 de maio.
  • Guerra Mundial Z – Para provar que histórias de zumbis não são apenas numa paixão de verão e ainda vão render muito, eis o novo filme de Brad Pitt. Agora, o ator e as forças armadas americanas lutam para conter uma pandemia mundial de zumbis mortais. Estamos no aguardo de um Brad Pitt morto-vivo. Estreia: 28 de junho.
  • Elysium – Neill Blomkamp, o diretor sul-africano que fez Distrito 9, segue na ficção científica de tons políticos com Elysium. Em 2159, os muito ricos se isolaram na estação espacial que dá nome ao filme, enquanto o resto do mundo tenta sobreviver numa Terra devastada. O soldado Max (Matt Damon) recebe a missão de equalizar esses extremos. Estreia: 16 de agosto.
  • The Grandmasters –Esse é o novo filme do outro diretor oriental queridinho dos últimos anos, Wong Kar-wai (Amor à Flor da Pele). O longa promete misturar lutas estupendamente inacreditáveis e bem filmadas para contar a história do mestre das artes marciais Ip Man, o cara que treinou Bruce Lee. Estreia: Sem previsão.
  • Gravidade – Nesta ficção científica tensa e intimista, George Clooney e Sandra Bullock são dois astronautas lutando para voltar à Terra, depois que sua nave fica danificada em uma colisão, no meio do espaço. Estreia: 18 de outubro.
  • Fading Gigolo – O ator John Turturro dirige e o diretor Woody Allen atua nessa comédia, que vai colocar o maior neurótico do mundo ao lado da espalhafatosa Sofia Vergara (Modern Family). Só pelo elenco imprevisível, já merece o seu ingresso. Estreia: 28 de junho.
  • A Glimpse Inside - The Mind of Charles Swan III – O diretor Roman Coppola, filho de Francis, coloca Charlie Sheen de volta a um papel de respeito como o convencido designer Charles Swan III (por que seus personagens sempre se chamam Charlie, é um mistério) que, depois de levar um pé na bunda, entra em crise existencial. No elenco, Bill Murray, Aubrey Plaza e Jason Schwartzman, numa história  que se passa na década de 1970. Estreia: Sem previsão.

(Tiago Lopes - 13 filmes para 2013; Sessão Escolhas, Superinteressante; Ed. 313 - dezembro, 2012; páginas 88 e 89)

21 de dez. de 2012

+Filmes - Apocalypse (is) Now!

Hoje é o fim do mundo. Se você está lendo isso, é porque o mundo (ainda) não acabou. Então o melhor a se fazer é assistir à um filme. Não sabemos como o mundo vai acabar, assim a gente decidiu dar uma inspiração para a hora do desespero. O assunto de apocalipse pro cinema é um prato cheio com sobremesa e suco. Duas produções bacanitas sobre o tema estão já disponíveis aí, Fim dos Tempos, de 2009
e Donnie Darko, de 2001. Se sobrevivermos, discutiremos sobre elas, senão, nos veremos nas ruas da glória.  Se morrermos, que seja rápido. E sem volta. Ou acordaremos eternamente de um louco sonho - quem sabe, sabe.

Fomos.

PS.: E esperamos voltar.

PS².: Ou poder levar uns filmes pra assistir no Éden.

17 de dez. de 2012

+Filmes - Festival de Natal

Dingobell, noite feliz e tudo mais no nosso bloguinho lindo. Começa hoje - com uma manhã e uma tarde de atraso - nosso prometido Festival de Natal, com o compartilhamento de filmes especiais para essa semana que precede o suposto dia do nascimento do Menino Jesus. Crenças e costumes a parte, você confere logo mais a primeira postagem do festival: Um Natal Muito, Muito Louco. E nem me venha com muxoxos, foi bastante difícil achar esse filme pela web com áudio e legendas que valessem a pena, afinal de contas o filme pode até ser batido, mas dublado é f--!

O atraso mencionado foi por causa disso mesmo. Movimentamos uma verdadeira estratégia de guerra em busca de uma boa torrent e uma bela legenda enxutinha pra cada filme. Inclusive a do filme de hoje foi formatada exclusivamente por nós. Uff! Trabalho duro... Amanhã vamos postar Edward Mãos de Tesoura, sem falta e/ou atraso, e cronograma previsto está logo abaixo. Entre os filmes, clichês e clássicos, como o próprio Edward, O Grinch, Os Fantasmas de Scrooge, A Felicidade não se Compra, etc e tal.

Esperamos a farta apreciação. Qualquer pedido e sugestão é bem vindo - assim como caixinha de Natal e presentes de nossos milhares de fãs -, entre em contato conosco por comentário, email, Facebook, Filmow, ...

Seeya.



3 de dez. de 2012

O fim da criatividade em Hollywood

As grandes produtoras tentam se salvar investindo praticamente só em sequências, personagens conhecidos e fórmulas manjadas. Mas a história deixa claro: isso é um tiro no pé.
O melhor cartão de visita do planeta tem só 22 letras: The name is Bond. James Bond. Já vêm à cabeça um dry martini “mexido, não batido” e o arsenal de gadgets mortíferos. Todo o imaginário do agente secreto mais charmoso do mundo, que se firmou ao longo de 50 ano nas telas: de 007 Contra o Satânico Dr. No – a estreia em 1962, com Sean Connery – ao novo Skyfall, com Daniel Craig. São 23 filmes, a maior franquia da história do cinema.

E agora um vilão com mais de 30 anos de tela vai voltar das cinzas – ou da Estrela da Morte: Darth Vader. E pelas mãos do Mickey Mouse. Porque a Disney acaba de fechar um negócio das galáxias, comprando a Lucasfilm – a produtora de George Lucas – por US$ 4 bilhões. A nova dona da marca Star Wars não perdeu tempo em anunciar mais uma trilogia, para 2015. É outra aposta à prova de azar de uma empresa que não quer saber de riscos, investindo em marcas que já chegam ao cinema com um público formado – as outras foram a Pixar e a Marvel.

Natural: as franquias são uma aposta segura. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge alcançou US$ 447 milhões nas bilheterias americanas. Os Vingadores, então, US$ 623 milhões. Para efeito de comparação, o último filme do Woody Allen – Para Roma, com Amor – fez US$ 16 milhões. Na primeira semana de exibição, de cada US$ 3 gastos com ingresso para cinema nos EUA, um ia para o filme com os heróis da Marvel. A tendência é clara: os faz fazem fila para ver personagens que já conhecem. Caso contrário, preferem ficar em casa com suas TVs de Led.

Por conta disso, as produtoras decidiram colocar todos os ovos na cesta das franquias. Em 2008, por exemplo, a Warner fechou duas subsidiárias especializadas em filmes independentes – a Warner Independent Pictures e a Picturehouse – alegando foco no “custo x benefício”. A própria Disney, que tinha comprado a indie Miramax em 1993, repassou-a em 2010 para o Filmyard Holdings, um grupo de investimentos. Naquele mesmo ano, outra independente famosa, a Weinstein Company, só se salvou do buraco porque vendeu os direitos de mais de 200 de seus títulos para o grupo Goldman Sachs.

Esse eterno retorno às sequências pode parecer bom no momento para os cofres das produtoras, mas acaba sendo ruim para o cinema – e sobrando para o lado delas também. A falta de renovação, afinal, enfraquece a própria vontade do espectador de sair da sua casa, pagar estacionamento e pipoca para ver mais do mesmo. Ou seja: até os blockbusters acabam sofrendo o baque. Nos EUA, a bilheteria de 2012 foi a pior desde 1995. Com Batman e tudo.

No fim das contas, abdicar da renovação sai caro para a indústria. Nos anos 70, foi um grupo de jovens criativos e ousados que tirou da lama o cinema americano – então num poço sem fundo por conta da concorrência da TV e do conservadorismo dos estúdios, que não acompanhavam a revolução comportamental da época. A venda de ingressos, que em 1946 tinha atingido seu auge histórico de US$ 78,2 milhões por semana, despencou para US$ 15,8 milhões em 1971. Esses jovens, veja bem, eram Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, Martin Scorsese... e o próprio George Lucas. Eles romperam com a tradição e se arriscaram em filmes “de autor”, à moda europeia, nos quais o estilo do diretor tem de estar acima dos patrões do estúdio. Optaram muitas vezes por atores pouco conhecidos, personagens anti-heróis e tramas sem final feliz. Acertaram na Mega Sena. O principal ingrediente da nova formula era justamente a independência (em relação ao que o estúdio imaginava que fosse dar certo). Se os produtores ficassem com a última palavra, o baixinho Al Pacino, por exemplo, não passaria do primeiro ensaio para O Poderoso Chefão. Coppola teve de bater o pé e se fingir de surdo para manter seu Michael Corleone.

Mas, no começo dos 70, os estúdios estavam tão desnorteados com a crise que toparam deixar responsabilidade para aqueles hippies com câmera na mão. Resultado: Taxi Driver (Scorsese), Tubarão (Spielberg), além do próprio Chefão – e de Star Wars. Filmes que não tinham nada a ver com a fórmula hollywoodiana dos anos 50 e 60. O público adorou. As bilheterias venderam horrores, e os estúdios foram salvos. Justamente porque contrariaram as próprias regras.

Só que agora as produtoras estão na contramão disso. Em vez de dar espaço para a invenção, elas estão amarrando diretores criativos em padrões já testados. O diretor dos últimos Batman, Christopher Nolan, foi celebrado como um artista original em 2000, com Amnésia, um filme contado de trás para a frente. Na época, o diretor levou só 25 dias para filmas tudo, e desistiu de incluir Paranoid Android, do Radiohead, na trilha sonora porque o custo não cabia no orçamento, de US$ 9 milhões. Agora, dirigindo a franquia do justiceiro de Gotham, ele pôde gastar US$ 250 milhões. Mas com a obrigação de não sair da fórmula do herói blockbuster.

Os estúdios podem usar números recentes para alegar rejeição do público à criatividade. Vencedores do Oscar como O Artista (filme P&B e mudo) e Guerra ao Terror (que desbancou Avatar na premiação) fizeram sucesso com a crítica, mas se deram mal nas bilheterias. Só que, olhando só por esse lado, os produtores talvez estejam sofrendo da mesma amnésia do filme de Nolan. Porque a geração dos 70 mostrou que a liberdade criativa não serve apenas para revelar gênios do cinema: ela também é ótima vendedora de ingressos e de pipoca.

(Alexandre Carvalho dos Santos - O fim da criatividade em Hollywood; Sessão Essencial, Superinteressante; Dezembro, 2012; páginas 24 e 25)

4 de nov. de 2012

Mais filmes, menos pessoas (Apresentação)

E é pro nada que olho. Nada difícil me encontrar assim; nada difícil que eu me perca. Os olhos passando pela parede. É o que fazemos. Aquilo que os outros chamam de loucura ou, em estúpido eufemismo, comportamento anormal. Resultado de um paralelismo existencial tão crônico e enraizado quanto um vício. Pior que um vício. Entretanto, muito menos erudito que um fanatismo, uma paixão. Que se bem saiba que tudo está em seu lugar.

Nada difícil nos encontrar sentados. Café. Óculos. Beijos. Porque a luz da imagem é como um sol e estarmos aqui, vendo a vida passar escrita, dirigida, atuada, enquadrada, tal e coisa, é mais lisongeiro que um passeio pela praça, pela praia, pela rua com chance maior de deprimir, de não contentar. Aqui tudo está no lugar, mesmo que nem sempre o que se vê desemboque no clichê do final-feliz-para-sempre, nós teremos nosso presente feliz, enquanto houver futuro para viver.
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